O português é o expoente máximo do desperdício!
faz-me urticária em cada recanto de pele
provar a minha realidade nacional
um “sei lá” a frente das bancas?
amigo dá-lhe um “Antídoto”,
O Dantas renasceu e agora é Mulher!
Margarida Rebelo Pinto tens o talento para a ausência da palavra!
mede-se agora o talento pela vergonha que não se tem
ou pela quantidade de copias que já foram vendidas,
Basta!
mas quando pensei que a vergonha da cultura ficaria pela literatura, Não!
Há mais meus amigos
Vejam a TV dos dias de hoje, tão bom que é
As aventuras e desventuras da amante do senhor que vendeu a virgindade
ao outro senhor que lhe prometeu algum dinheiro e 15 minutos de gloria,
que eventualmente acabou por ter
ganhado depois alguns cobres escrevendo para uma revista ou pousando entre galinhas
é a vida real dos vazios de espírito!
Lilis e zizis e o raio que as partam
“porque afinal estar morto é o contrario de estar vivo”
e nós meros mortais confrontados com esta brilhante e singular descoberta
temos de prestar vassalagem monetária à ostentação da cirurgia plástica
às iguarias vindas do cu do judas para as boquinhas entre abertas (porque é fino assim)
e as maneiras de comer todas cheias de termos e regras
para se pedir o sal parece que temos de preencher um formulário, em duplicado
mas claro,
temos desculpa afinal estamos completamente afastados do mundo cultural
Portugal nem na Europa deve ficar
deve ser alguma ilha para lá do sol posto
e só somos colocados no mapa da Europa para parecer bem
somos a razão do ostracismo, do desterro, do cuspo na parede, verde, muito verde
ou não.
Estou cansado de ver meninos bastardos a conduzir latas de atum
com néon e rádio que até limpam os rabinhos destes meninos felizes,
que provavelmente como não tem qualquer tipo de ambição na vida
e enfim devem ser dotados de um pénis muito pequeno
para precisarem de exibir o algo tão barulhento e grande
procuram um trabalhito de armazém ou de empregado de vigésima categoria
para “artilhar” os seus grandes bólides campeões do seu ego.
Estou farto de ter papas na língua!
o meu sangue ferve por ninguém fazer nada…
por ver os meus irmãos a caírem na estupidez cansativa e repetitiva do materialismo,
olhem em volta…
vive-se na casa da Poesia, do riso, música e pintura e escultura e TUDO!
Há um poeta em cada esquina mais escondida
um músico tocando à desgarrada com as emoções em cada praceta
cada muro,
cada tela,
cada alma vazia
pode ser a próxima maternidade da próxima peça de arte
BEBAM DO MILAGRE DE CRIAR!
Sejam desuses do vosso universo!
Com notas, pinceladas, letras
beijos, abraços, prazeres…
sejam a salvação de uma gente
o grito de um credo que o exibicionismo e a luxúria fizeram esquecer…
o passado foi grandioso
mas o presente, o amanha
temos todo o poder de ser melhores ainda
Almada companheiro preciso de ti no meu grito
Ary dá-me força,
Pessoa inspira-me
Florbela, Neto Jorge dêem-me um pouco da vossa vida apaixonada.
MORTE AOS CEGOS, SURDOS E MUDOS POR OPÇÃO!
(fizeram-me escrever outro poema destes…)